Estou deitado em meu quarto, e diria que faltam apenas alguns poucos minutos para uma chuva daquelas. Venta forte. Posso ouvir o barulho das folhas se chocando contra o chão após alçarem vôo com ajuda do vento.
Estou pensativo, como em todos os outros dias de chuva. Hoje o que me fez pensar foi o fato de que todo o tipo de vida parece ir embora quando está para cair uma tempestade. Horas antes, já não ouvia mais os pássaros cantarem, as pessoas não estavam mais nas ruas, todos aqueles pequenos animais se abrigaram, e nem mesmo aqueles malditos insetos que foram criados com o intuito de nos infernizar, podiam ser encontrados. Isso me lembra minha atual situação.
Vejo que vem uma grande tempestade, e minha cabeça vai ser inundada por meus sentimentos, e então as pessoas de quem eu mais preciso, somem de alguma forma. Minha mente fica tão ocupada maquinando todas essas idéias sobre emoções, que não ouço mais a voz das pessoas que tentam me alegrar. Não consigo ver toda a multidão que antes me cercava. Mas por um lado bom, não dou também atenção àqueles que antes tentavam me arrastar para baixo. Isto porque me fecho em minha cabeça.
Com tudo isso, me sinto só, porque estou preso em minha mente. Me fecho para a vida que está ao meu redor, e o fato é que a culpa é minha, e não posso fazer nada. Porque não consigo fazer nada, ainda não aprendi a nadar para fora de minha própria enchente.
CRÉDITOS: GABRIEL ÁVILA

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